sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

capa da Revista Fantoche nº 4 de 1923


capa da Revista Fantoche nº 5 de 1923


fantoches, chocolates e espanhóis!

Chocolate e fantoches!
cito:
1 de Janeiro de 1923, número 29,
Três fantoches, significando outros tantos Filipes, agitam do alto do seu palco (o trono?) caixas de chocolates “hespanhóis”, ostensivamente ignoradas por um choroso Zé Povinho (que só seria “inventado” por Bordalo Pinheiro cerca de três séculos mais tarde!).
O autor, talvez receoso do seu metafórico exagero, penintencia-se na legenda: “Chamar-lhes fantoches, aos 3 Filipes, porque nos queriam oferecer chocolates espanhóis?!… Acho forte! Hoje que entre espanhóis e portugueses não há senão boas relações de amizade, eles seriam os primeiros a preferir os da SIC, o melhor chocolate para creanças“
https://largodoscorreios.wordpress.com/category/sociedade/page/14/

os fantoches e os chocolates

ABCzinho
Carnaval de 1922
O número 9 é relativo ao Carnaval. Não traz o quadro histórico mas dedica a capa à SIC. A figura de um prestigitador (!?), com um fantoche na mão, de cartola, bengalim e rosa ao peito, tendo um passarinho pousado numa orelha, diz:
Depois do ABC-zinho a melhor coisa que há são os Bombons da S.I.C. Experimentem.


fantoches na Foz do Douro

Este postal ilustra uma praia na Foz do Douro, que tinha o nome praia do Ourigo "Srª da Luz" junto á praia dos Ingleses, e pertencia ao Banheiro Claudino que mais tarde foi dono dos "Banhos Quentes da Foz". Na imagem também se confirma a existência dos Fantoches "Robertos" que animavam as praias durante a época balnear.

No postal: "Logo que vi este postal me lembrei de que ficavas contente ao o retrato dos nossos amigos fantoches. D. roberto ainda não disse ao cão: Deia-lhe um bife - O cão ferrô-me.
Tua tia muito amiga.
Maria ... Paco"

Rosado "pavilhão de marionetas"

Partilhas de Fernando Rosado
Um pavilhão de marionetas de feira!

tradição portuguesa

A grande tradição portuguesa do teatro de marionetas possui um carácter essencialmente popular: o conhecimento era transmitido oralmente, de pais para filhos, ao longo de gerações, e a sua história foi sendo esquecida e ignorada pela maior parte dos historiadores das artes teatrais.
Quando pensamos em bonecreiros populares vem-nos à memória a imagem romântica da típica barraca de fantoches, montada em praias ou jardins, mas a realidade portuguesa era muito mais rica: verdadeiros empresários de teatro atravessavam o país de norte a sul com os seus pavilhões ambulantes, onde apresentavam espectáculos de marionetas de luva e de fios.
Era o caso de Manuel Rosado, dono e promotor de um teatro ambulante, o Pavilhão Mexicano, em actividade ainda nos anos setenta do século XX.

cito: Museu da Marioneta