sábado, 8 de setembro de 2012

Henrique Delgado

Foi através de Ildeberto Gama, ( Companhia Alma de Arame) que fiquei a conhecer o nome de Henrique Delgado, na altura nada sabia sobre esta figura. Apenas que tinha obtido uma bolsa da Fundação Gulbenkian, para efectuar um registo sobre o teatro tradicional de bonifrates português, mas que devido ao seu falecimento prematuro não se teria desenrolado tal estudo.
Como para esta área não há bibliografia disponível, (contam-se pelos dedos), fui encontrando aqui e ali pequnos comentários, mas nada que me fizesse esclarecer sobre  a figura.
Em Dezembro passado (2011) eis senão quando, é lançado o livro dedicado a Henrique Delgado, num trabalho estruturado por Rute Ribeiro (Tarumba).
Tenho lido e relido o livro, como se de um tesouro escondido se trata-se muitas novas e preciosas informações se revelaram.
Entre 1964 e 1971 foram vários os artigos e estudos, que revelam uma intensa atividade na pesquisa do teatro de marionetas da epóca.

O livro está á venda no Museu da Marioneta em Lisboa.


Cito:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Delgado
Henrique Delgado (1938 - 15 de março de 1971)[1] foi um artista português. Henrique ficou notório devido a arte da marioneta. A ele se deve muito do que se sabe sobre a marioneta popular portuguesa[2].
Foi um dos principais elementos do Robertoscope, grupo amador de teatro de marionetas que existiu na Casa do Pessoal da Companhia das Águas de Lisboa (hoje EPAL) com direcção de Henrique Trindade.
Este grupo, formado por trabalhadores daquela empresa, apresentou vários programas tendo efectuado mais de oitenta representações no período de 1964 a 1968, ultrapassando os 16.000 espectadores.
Henrique Delgado, fundou também um pequeno teatro seu com o nome de Teatro Lilipute. Escreveu artigos em inúmeros jornais e revistas, com destaque para a Plateia onde manteve uma coluna regular com o título "Bonifrates".[3]
Artigos seus sobre a sua arte foram traduzidos e publicados em mais de uma dezena de países. O seu espólio encontra-se no Museu da Marioneta em Lisboa.
 
Adquirir o livro:
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Videos "Encontro de robertos de Montemor o Novo"

Videos registados por memória média:


Raul Pereira (Limite Zero) apresenta este espectáculo a partir da recolha etnográfica do teatro popular português de fantoches de luva.
Representado há cerca de três séculos por companhias ou bonecreiros solitários, que percorriam o país alegrando feiras, praias e romarias, foi-se perdendo ao longo dos tempos, restando apenas na memória da infância de uma geração mais velha. Da tradição europeia de fantoches populares, o Teatro Dom Roberto é aquele que se apresenta mais depurado de artifícios cénicos, vivendo apenas dos personagens e da acção que se desenvolve entre eles.
O BARBEIRO
No dia do seu casamento, Dom Roberto resolve ir ao barbeiro fazer a barba.
Ao longo de muitas peripécias o barbeiro executa a sua tarefa e finalmente apresenta-lhe a conta. Dom Roberto recusa-se a pagar. Lutam e Dom Roberto acaba por matar o barbeiro. Vem a Morte buscar a vítima e pretende levar Dom Roberto consigo. Luta de vida ou de morte que Dom Roberto naturalmente vence, matando a própria Morte.



José Gil (S.A. Marionetas) teve o privilégio do contacto directo com o Mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares portugueses. Recriou, a partir do seu testemunho, duas peças (O Barbeiro e A Tourada). Mais tarde a companhia conseguiu recriar mais duas peças -- Rosa e os três namorados e O castelo dos fantasmas - que hoje compõem o repertório deste espectáculo de rua.



Nuno Pinto (Fio d'Azeite), trabalha com fantoches, recuperando algumas das histórias tradicionais que na sua maior parte são dramatizações de contos populares, histórias de patranhas e artimanhas, camponesas, dragões, mágicos, princesas e libertadores, adaptações de estorietas feitas de tretas e alguma "moralidade" para quem mereça e goste dessas lições.

O Fio d'Azeite apresenta quatro estórias -- O Barbeiro, A Princesa Encantada, A Tourada e O Bolo Refolhado -- para o espectáculo Novas Estórias de Dom Roberto que podem ser representadas individualmente ou em conjunto.



Jorge Soares (A Barraca do Gregório) apresenta "O Burro Teimoso".Companheiros inseparáveis, D. Roberto e o seu Burro fazem-se à estrada. A certa altura, distraído pela populaça, o Burro recusa-se a continuar o passeio. «Anda, burro... Anda, burro lindo».D. Roberto, sem saber o que fazer perante tal teimosia, experimenta vários truques, sem qualquer resultado. Para cúmulo da situação, o Burro deita-se a dormir e é apanhado pelo Dragão de Fogo. D. Roberto, preocupado, procura-o por todo o lado. Fala com um Padre, encontra um Extra-terrestre, lida um Touro... Mas do Burro ninguém sabe.Será que D. Roberto vai encontrá-lo?Isso é certinho. Ele é tão teimoso como o burro.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma bonecreira

Diz-nos a história que não é a primeira, mas é um feito, o legado de João Paulo Seara Cardoso, fica nas mãos de Sara Henriques.
Ainda não tive a oportunidade de assistir, acto que não irei perder com toda a certeza.

aqui ficam mais detalhes e informações para que não percam a única mulher que em Portugal faz teatro tradicional dom Roberto!


datas no Porto


8 de setembro

Dom Roberto

Jardins do Palácio de Cristal, Porto


8 de setembro

Dom Roberto

Mercadinho dos Clérigos, Porto


9 de setembro

Dom Roberto

Praça da Ribeira, Porto


9 de setembro

Dom Roberto

Parque da Cidade, Porto


15 de setembro

Dom Roberto

FIM - Estação de Metro da Trindade, Porto

Actriz-manipuladora: Sara Henriques Marionetas: Rui Pedro Rodrigues

terça-feira, 4 de setembro de 2012

João Paulo Seara Cardoso

Foi em Serralves em Festa que vi pela primeira e única vez o Teatro Dom Roberto de João Paulo Seara Cardoso.
Sentada no jardim, uma grande multidão, de adultos e crianças, esperavam os robertos.
Na sua guarita, vi desfilar a grande velocidade os robertos.

Deixo-vos aqui o testemunho que se encontra na Página Web da Companhia Teatro e Marionetas do Porto que fundou.

Com o seu falecimento desaparece um dos grandes impulsionadores do teatro Dom Roberto em portugal dos últimos 20 anos.


http://www.entropiadesign.org/testserver/marionetasdoporto/espectaculos/teatro-dom-roberto





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bonecos tradicionais no mundo

Marionetas da mesma família:

marionetas tradicionais de luva

Roberto em Portugal
Cristóbal em Espanha
Guignol em França,
Kasper na Alemanha
Kaspérek na República Checa,
Petruchka na Rússia
Burattino ou Pulcinella em Itália
Punch em Inglaterra
Mamulengo no Brasil
Budaixi na China

(post em desenvolvimento)

domingo, 2 de setembro de 2012

o artur de Francisco Mota

Tenho tido a oportunidade de conversar com Francisco Mota acerca dos Robertos, na sua opinião, e segundo o espólio que lhe chegou todos os bonecos de luvas são designados por Robertos sendo que a personagem principal tem de seu nome, Artur, e não Dom Roberto como conhecemos, ainda posso acrescentar que na cena do barbeiro diabólico quem morre é o cliente, neste caso Artur e não o barbeiro, como a grande maioria dos bonecreiros.

Na minha opinião cada bonecreiro faria a história à sua maneira, de facto a maioria dos bonecreiros actuais faz morrer o barbeiro e não Dom roberto, claro que seguem todos um pouco os últimos testemunhos que infelizmente não chegaram aos nossos dias, tendo sido apenas dois a três bonecreiros os que chegaram a travar contacto com esses mestres.

Deixo-vos algumas imagens da maratona de Robertos que decorreu em Lisboa com imagens da cena que refiro:
(obrigada Marta pela cedência das fotografias)