quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Aula Estudos da Marioneta por Filipa Mesquita

Para os que assistiram à aula de estudos da marioneta aqui ficam alguns dos conteúdos:
por Filipa Mesquita

INTRODUÇÃO
ESTUDOS DA MARIONETA
      Temáticas
     Definições
      Marionetas, fantoches, bonecros.
     Técnica
      Manipulação direta
      Fios
      Sombra
      Fantoches
      Marotes
      Função
     Artística
     Pedagógica
     Terapêutica
     Lúdica
     Religiosa
      História Internacional
     História Nacional

      Teatro tradicional
Definições
Marionetas, fantoches, bonecros.

      O que é uma marioneta?
     A história da palavra
     Fantoches
     Bonifrates
     Bonecros
      A marioneta é um objecto que em cena colocado em movimento ganha uma carga dramática.
     A Origem da palavra
      Em Espanha designam-se por Títeres, no Reino Unido Puppet em Itália Burratinni e em França marionnette.
      Não sabemos onde começa a história da palavra, mas a palavra fantoche serviu para designar durante muito tempo o teatro de marionetas bem como as palavras bonecos e bonifrate (bonus + frater – bom frade).
      No antigo regime português a conotação da palavra fantoche ganhou um sentido de tal modo negativo que em meados doa anos 70 decidiu-se importar de França a palavra Marioneta. Em si acredita-se que a palavra vem das manifestações religiosas medievais na manipulação da figura religiosa de Maria (em francês, Marion + nette , rede)

Fantoche
O fantoche é uma marioneta de luva manipulada geralmente com o marionetista oculto.
Usualmente manipulado com o dedo indicador na cabeça, existem distintos tipos de fantoches.
O tecido que une as mão e a cabeça moldando o corpo designa-se por anima, ou alma
Fantoche
Português – Catalão

Técnica
            Manipulação direta
            Fios
            Sombra
            Fantoches
            Marotes
      Cada objecto levado ao palco exige enquanto personagem um conjunto de características que irão condicionar as opções técnicas de manipulação.
      Perante distintas características, técnicas, surgem aprendizagens distintas, que exigem um treino intensivo para que a técnica seja apreendida e não se torne um obstáculo no palco, impedindo a interpretação do manipulador que encontra na marioneta um bloqueio técnico e não um veículo de comunicação.
      Existem manipulações consideradas tradicionais e manipulações contemporâneas.
Espetáculo FUNIL – Teatro e Marionetas de Mandrágora

      Manipulação direta
Marionetas que estão em contacto direto com o manipulador, que usualmente está à vista do espectador.
            Fios
      Marionetas suspensas em mecanismos designados por cruzetas com manipulador á vista.
            Sombra
      Marionetas que usam a luz como principal fonte para a representação com manipulador usualmente não à visto.
            Fantoches
      Marionetas de luva, usualmente com manipulador não à vista.
            Marotes
      Marionetas de mecanismos verticais manipuladas acima do manipulador.

Função
            Artística
            Pedagógica
            Terapêutica
            Lúdica

      Função Artística
     O espectáculo
     O autómato
      Função pedagógica
            Transmitir conhecimentos, ideias, conceitos,  
            Serviço Educativo
      Função Terapeutica
            Usualmente como apoio a terapias de apoio intelectual, motor e    emocional.
      Lúdica
            Desempenho lúdico de diversão – O gigantone
Religiosa
            Processo simbólico de aproximação ao divino
           
História :: Breves Introduções

      A história da marioneta em Portugal remonta à sua função de objecto sagrado pré histórico , no entanto é somente no período medieval que a marioneta é utilizada como elemento de espectáculo saindo das igrejas para os adros.
      Primeiramente com as primeiras representações teatrais que se faziam desenrolar aconteciam à porta das igrejas, com autos religiosos que em muito se assemelham às procissões religiosas, ou a carros alegóricos.
      Com o final do período medieval começam a surgir manifestações onde a marioneta serve a trupes para criar um elemento lúdico de diversão nas praças e nas festividades.
      É então que começam a surgir nas feiras bonecreiros que acompanhados de instrumentos deambulam criando animação.
      Em Portugal Surge António José da Silva, o Judeu em 1739. Criou o Teatro do Bairro Alto em Lisboa escrevendo inúmeros espectáculos para Teatros de bonecos. A sua morte trágica na sua morte à mãos da inquisição condenado à fogueira, criou em volta desta figura uma aura, mas também um conjunto de incertezas.
      http://purl.pt/922/1/

      Surgiram algumas estruturas de Teatro de Marionetas a partir dos anos 40.
      No entanto durante o período fachista viveu-se um controlo, estando  cargo da Mocidade Portuguesa o setor do teatro de fantoches.
      No final do anos 60 começaram a surgir equipas que se dedicam ao universo do espectáculo do qual se destaca a figura de Henrique Delgado.
      As marionetas estavam muito ligadas à representações em festas e feiras.
      Resistem algumas estruturas tradicionais como os “Bonecos de Santo Aleixo” que ainda hoje sobrevivem como uma espécie de Teatro Museológico.
      A partir dos anos 70 e com a chegada do 25 de Abril surgem inúmeras estruturas de Teatro de bonecos que se vão profissionalizando e dando um carácter profissional.
      Nos anos  80|90 com a criação de escolas de formação de actores e artistas plásticos surgem diversas Companhias que diversificam quer em quantidade de ofertas quer na diversidade das propostas.
      Estruturas marcantes no panorama do teatro das marionetas entretanto extintas:
      Teatro mestre Gil
      Teatro Branca Flor
      Marionetas de São Lourenço
      Marionetas de Lisboa


      Portugal no final do anos 70 integra a UNIMA – União Internacional da Marioneta, do qual ainda hoje é membro.
      Associação de projecção Mundial com representação em mais de 60 países com sede em França.
      Hoje são cerca de 20 Companhias Profissionais espalhadas pelo país de Norte a Sul, com cerca de uma centena de marionetistas.
      Existem grandes dificuldades, principalmente ao nível da Formação de profissionais desta área quer na vertente teórica, quer especializados na construção quer na manipulação.
Companhias
      A Norte
      Marionetas, Atores e Objetos (Viana do castelo)
      Teatro Formas animadas (Vila do Conde)
      Teatro e Marionetas do Porto
      Limite Zero
      Teatro de Ferro
      Marionetas de Mandrágora
Ao Centro
Partículas Elementares
Marionetas da Feira
S.A. Marionetas
Lua Cheia Teatro
Valdevinos
Chão de Oliva
Tarumba

a Sul
Bonecos de Santo Aleixo
Alma de Arame
Trulé
Era Uma vez
Entre outras

      Em Portugal
      Destacamos:
     Museu da Marioneta em Lisboa, possui uma ampla biblioteca disponível para consulta.
     Museu da Marioneta do Teatro de Marionetas do Porto
A galeria de exposição
Teatro e  Marionetas de Mandrágora


Documentação
      A aquisição de documentação pode fazer-se no Museu da marioneta
      Poderão ainda aceder a alguns sites informativos de grande conteúdo:
      Teatro e Marionetas de Mandrágora BLOG (links)
      Takey website
      http://www.takey.com/
      UNIMA França
      http://www.unima.org/

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