sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Reportório chegado até nós!

São 4 as histórias realizadas pelos bonecreiros portugueses:

Francisco Mota - O barbeiro diabólico
tourada à portuguesa

 
O castelo dos fantasmas - José Gil
 
Rosa e os três namorados - Jose Gil
 
 

O barbeiro
A tourada
O castelo dos fantasmas - apenas realizado pelo bonecreiro José Gil
Rosa e os três namorados - apenas realizado pelo bonecreiro José Gil


O barbeiro é a peça mais comumente realizada:

Existem algumas controvérsias relativamente à história, que não poderei esclarecer visto não ter realmente a certeza da origem destas ponderações.

"O Roberto vai ao barbeiro fazer a barba no dia em que irá casar com a sua namorada, o barbeiro executa com várias tropelias habilmente a seu ofício, cobrando 10 tostões os quais achando roberto um exagero, não paga. Inicia aqui uma luta de tal pancadaria que acaba com a morte do barbeiro.
Virá o padre para fazer o funeral, que apesar das diversas tropelias saírá com o caixão, para rapidamente aparecer o polícia, o diabo e a morte. Só roberto viverá."
Deste modo é realizada a história pela grande maioria dos bonecreiros, mas deixo aqui outras versões:


Francisco Mota:
Teatro de bonifrates e de sombras
Maria Palmira Moreira da Silva


"Apaixonado pela Rosa, que por sinal era toda boa, D. Roberto (artur) decide casar-se. No dia do seu casamento vai ao barbeiro fazer a barba e arranjar o cabelo. O barbeiro executa o seu trabalho num ambiente de divertida brincadeira. Por fim apresenta a conta. D. Roberto (artur) não paga por achar muito caro. Trava-se uma luta e o barbeiro acaba por matar o cliente. A polícias, os amigos e o próprio diabo acusam o barbeiro da sua crueldade e estes s todos corre à cacetada.
Faz-se o enterro onde o padre é agredido. Por fim surge o fantasma do Artur, tentando atormentar o barbeiro. Este nada temendo mata o fantasma à paulada. (simbologia do roberto que mata a morte)"


Ora aqui vos deixo o relato de Vitor Costa filho do Mestre Santa Bárbara

http://vitorcosta1971.wix.com/robertos/home

"O joao vai ao barbeiro fazer a barba e arranjar o cabelo para estar devidamente apresentado no dia do seu casamento.
No final do seu trabalho, o barbeiro apresenta a conta, o joao não paga por achar o preço exagerado envolvendo uma cena de pancadaria na qual morre o joao.
O barbeiro sem qualquer ressentimento corre ainda á paulada o diabo, o polícia e todos os personagens que o tentam acusar da morte do joao; sendo este enterrado e indo o barbeiro agredir o padre no funeral por representar para a figura do barbeiro uma hipocrisia religiosa.
Terminando desta forma, o teatro de tradição oral."


Existem diversos adereços utilizados nesta cena:

bastão
(comum a todas as cenas)

Para a cena do barbeiro

A vassoura
O prato da barba
O pano do barbeiro
A navalha da barba

Para a cena do padre

O caixão

Para a cena do diabo

dispositivo de fogo

para a cena da morte

a foice

É claro que nem todos os bonecereiros usam estes adereços e artíficios, mas estão amplamente presentes.





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